A partir do dia que resolveu se separar, Marta não come, não dorme e não trabalha. Ela só ter a sua vida solteira novamente.Viver longe de cuecas sujas, banheiro fedido e grosseria todos os dias. Marta queria ir embora. Mas na idade da loba o medo da solidão era grande. Tinha 42 anos, empresária (dona de um restaurante de massas), bonita, fazia pilates todos os dias e ainda conservava o belo corpo que chamava a atenção na juventude, não tinha vergonha de usas todo o arsenal de caríssimos cremes anti envelhecimento. Suas roupas eram elegantes e discretas como sempre, desde quando era jovem.
Imagine uma moça que sempre foi criada com carinho e educação, escutar todos os dias xingamentos de um marido que não suporta ser sustentado pela esposa, mas que também não tenta arrumar emprego ou ajudá-la no restaurante.
Marta de uma filha de 18 anos, principal motivo dela ainda estar casada, apesar da estrelinha não morar mais em casa, já que resolveu estudar no Rio, mora com amigas em um belo e confortável apartamento á 5 minutos da praia.
Marta sabe que a filha está feliz, por isso resolveu ser feliz também, o casamento acabou faz tempo, uns 10 ou 12 anos atrás, quando ela descobriu que o marido saia com todas as garçonetes. Ela tentou de toda maneira não enxergar isso. Mudando o visual do restaurante e contratando apenas homens para o restaurante, conservando somente a chef, que é uma de suas melhores amigas e maior apoiadora da alforria do homem das cavernas com o qual casou.
Marta queria criar gatos, o marido dizia ser alérgico, mas ela sabia que era mentira, o deleite de contrariar Marta era de um prazer quase sexual.
Um dia ela chegou em casa e o encontrou da mesma maneira que o tinha deixado: deitado no sofá assistindo canal de esporte e deixando migalhas de biscouto cair sobre sua redonda barriga, que a cada movimento as expulsava para os cantinhos escondidos do sofá.
Era o fim da picada.Ela arrumou as malas tomou um banho, ligou para a filha e foi para um hotel em um bairro próximo.
Marta entrou no quarto, colocou a mala no balcão ao lado da mesa de cabeceira, se dirigiu ao frigobar, procurou um vinho barato e colocou em cima da mesa.Ela se olhou no espelho e enxergava a própria imagem da liberdade.Colocou o roupão negro e cheirando erva doce que estava no banheiro do hotel, abriu o vinho, e tomou um copo e uma só golada.Esperou o choro vir, mas nao veio. Ao invés do choro veio um sorriso que não queria se fechar, ela voltou a viver.
"Dessa vez ela exagerou. Não vou perdoar fácil." Ele ainda não tinha entendido que tinha sido abandonado.Imaginou que era apenas um dia que ela queria passar com alguém e por isso fingiu estar com raiva dele.
"Ela sabe que eu vou pedir pensão.É evidente.Aquela filha da puta volta em dois dias se eu ameaçar pedir pensão, sem contar que ele perde a metade do buteco.Isso é aquelas frescuras de mulher, deve estar na menopausa."Ele se levantou buscou o celular que estava na mesa de centro, e procurou o numero de uma loira que fazia servicinhos pra ele nos fins de semana que marta viajava para o Rio, visitar a filha.
"Alô, oi minha gostosa, quer dormir aqui em casa hoje? te levo naquele restaurante que você gosta....."
CLIC.
Ele tinha esquecido que tinha jogado uma garrafa de cerveja no rosto dela no mês passado, e ainda a obrigou a ter relações com ele sangrando.Ele dizia que ela estava custando caro demais pra não aproveitar com um machucandinho no rosto.A infeliz tinha levado 10 pontos na altura das maçãs.
Ele procurou outro numero, discou.
"Oi minha gatinha.Que tal um encontro hoje?"
Ela concordou. Ele não tinha batido nela, ainda.
Continua mais tarde ...
agora eu tenho que trabalhar rs

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