terça-feira, 14 de abril de 2009

eu ainda escrevo aqui!!!!!

Primeira coisa: não uso drogas.Uso de forma gradual e consciente o álcool.Uso-o como um estopim.O estopim de todas as vontades que eu não sabia ter.Usos como aquele liquido verde-claro que os antigos escritores usavam.Uso-o como o meu mal necessário.O álcool me ajuda.Outras coisas me ajudam também, neste momento lembro da masturbação musical.Êxito meu cérebro ate chegar ao ápice de um puta tesão em escrever qualquer palavra.
Milhares de palavras que poderiam ser colocadas em diversas maneiras e assim construindo um ser, um ser maravilhoso que se chama livro. Este que me excita tanto quanto a musica, quanto as palavras e quanto o sexo.Um cruzamento de palavras que quando encontram conexão, formam ideias e sentimentos.
O que faz o livro e suas palavras comigo eu não entendo muito.É uma exigência que minha pele tem de sentir algo que ela nunca vai tocar, mas ela insiste em querer sentir assim mesmo.As vezes ele é tão real que a minha realidade por algum tempo é mais real lendo do que eu aqui, preferindo acreditar que o verdadeiro real é só a minha imaginação.(deu p entender??rs)
Ahhh se todo livro fosse verdade se toda musica fosse de amor e todos compreendessem os meus amantes livros como eu.
Toco minha pele, passo os dedos nos cabelos enquanto leio. O verdadeiro medo é de não conseguir sair daquele mundo seguro, já que ali sentimos onde está o fim.Aqui, o fim é sempre eminente.Vivo achando que tudo vai acabar, que a felicidade que sinto com você ou com qualquer outro querido, acabará antes deu notar que a história já terminou.E eu fico aqui inerte, tendo a obrigação com minha pele e meus sentimentos de procurar outra ilusão, e assim continuar o ciclo de felicidade e desespero.
Será que é assim com tudo que eu amo?Não tenho tempo para ler tudo , para te amar tanto e viver mais.
A morte de um livro, ou o seu fim, a morte de alguém, ou o seu óbito, o termino de um sentimento, ou a sua morte, prefiro pensar neles apenas como mais historias para o meu deleite.

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