terça-feira, 21 de abril de 2009

observateur

Ela não sabe que está sendo observada.Passa o creme na sua pele ainda molhada.As mãos correm pelas pernas coxas nádegas.Levantou a perna esquerda, e depois a direita, deslizando as mãos sob os pés, dedos calcanhar.O cheiro doce do creme ja tomou o banheiro e o quarto.Coloca o robe toma um gole da cerveja favorita, aquela belga.O robe gruda em seu corpo, já que o creme ainda não tinha secado completamente.Dava pra ver o contorno dos seios, da cintura e do resto do corpo.A imaginação agradecia.Ainda que ela estava triste, a beleza do seu rosto permanecia intacta.Mesmo os olhos baixos lhe davam um ar de mistério.Só aumentava o o desejo de seu observador oculto.O desejo de olhar aquele animal cuja pele doce emanava um chamado quase impossível de ser repudiado.Ele no quarto escuro permanecia imóvel, esperando o chamado da pele se tornar insuportável.Para ele esse era o fim... Ele a olhava e não entendia por que ao seu toque essa magia acabava.Tentou de diversas maneiras amá-la e sempre que a possuía, possuía desejando o que tinha visto e nao o que suas mão e seu corpo sentia.Ao menos toque seu desejo acabava como se nunca tivesse tido.Ela sabia o porque mas o amava, e não se permitia contar, correndo risco de perde-lo.E era assim e seria assim sempre.Ela desejando sempre te-lo, mesmo que não sendo completamente.E ele a desejando completamente mas nunca sentindo por completo.

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