Hoje é meu aniversário, mas eu não estou feliz.Otávio Augusto, meu gato querido, morreu.Minha mãe veio me dar a notícia agora cedo. Ela disse que ele tava tão bonitinho, tão lindo deitadinho na caminha com a cabeça de lado, encolhido.Ele morou com meus avós nos últimos anos, minha mãe tem uma forte alergia e ele teve q ir pra casa da vovó.Ele foi um gato feliz, gordo, amado, adorado pela minha família, cativou a todos.Era o meu gatinho.O animal que mais sobreviveu sendo meu.Tinha 6 anos de idade.Ele estava internado mês passado, com uma infecção no fígado, os veterinários não podiam fazer mais nada então ele voltou pra casa.Ele sofreu muito. E nesse final de semana, meus avós viajaram e minha mãe ficou cuidando dele.Ele já não comia mais, nem andava, nem ia tomar o solzinho que ele costumada tomar no inicio das manhas na varanda, não corria atrás de mim com uma lagartixa na boca, não brincava com a minha mão, não pulava nas nossas pernas e nos matava de susto, ele só ficava deitado esperando em silêncio o triste fim.Sofria, mas tinha no olhar aquele sentimento de orgulho comum dos gatos.Digno, sempre superior.Otávio morreu nessa madrugada, sozinho.Fico mais triste em pensar que um gatinho tão amado, tão querido não poderia ter morrido só.O conforto e a ternura que eu gostaria de transmitir para aquele bichinho ficaram inertes em mim.
Meu natal se transforma em cinzas.

1 comentários:
Adoro seus textos, espero que vc volte a escrever! Sempre é bom ler algo escrito com paixão e inteligencia!
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